Richarlison voltou a reivindicar direitos sobre um imóvel na Ilha Comprida, em Angra dos Reis, ao apresentar documentos em 21 de outubro de 2026. O atacante do Tottenham também cobrou a devolução da propriedade, que está no centro de uma disputa judicial.
A história do local inclui a cantora Clara Nunes, que teria adquirido direitos sobre a área na década de 1970; após sua morte, em 1983, houve diferentes negociações e transferências de direitos. A controvérsia trata da ocupação de um imóvel em terreno da União, não da propriedade privada de toda a ilha.
O caso envolve o jogador, o advogado Willer Tomaz e a WT Administração de Imóveis e Bens S/A, ligada ao controle do imóvel. Em 2022, a Secretaria do Patrimônio da União (SPU) transferiu para a empresa o cadastro dos direitos de ocupação.

Em 21 de outubro de 2026, a controvérsia também chegou ao Supremo Tribunal Federal (STF), por meio de um pedido de deputados para suspender a transferência. A solicitação não representa uma decisão definitiva sobre a titularidade dos direitos de ocupação.
Características da propriedade e histórico de ocupação
Na Ilha Comprida, a mansão em disputa tem 11 suítes, praia privativa, piscina e quadra de tênis. A estrutura também inclui espaços de lazer e convivência.
Entre os itens que diferenciam o imóvel estão um heliponto e uma cachoeira que deságua no mar. O acesso por helicóptero é uma das características da propriedade de alto padrão.
A residência fica em uma área mais isolada, cercada pela vegetação da Mata Atlântica e pelas águas da Costa Verde fluminense. O conjunto de instalações e a localização são parte das características da propriedade envolvida na disputa por imóvel em Angra dos Reis.
Richarlison e Willer Tomaz apresentam versões distintas
Richarlison afirma que adquiriu os direitos sobre o imóvel em 2020, junto a outros investidores, e que o grupo desembolsou aproximadamente R$ 10 milhões entre a compra e as melhorias. O jogador sustenta que a aquisição foi regular e apoiada por documentação judicial.
O atacante acusa o advogado Willer Tomaz de ter obtido os direitos de forma irregular. Também afirma que o senador Flávio Bolsonaro demonstrou interesse em comprar a propriedade, mas que a proposta foi recusada.
Tomaz contesta as acusações e diz que a WT Administração de Imóveis e Bens S/A adquiriu legalmente os direitos de ocupação. Flávio Bolsonaro nega participação na negociação e afirma que foi indicado somente como testemunha em um dos processos.
Os registros apresentados pelos lados apontam históricos diferentes: os documentos ligados a Richarlison indicam negociações iniciadas em 2011, enquanto Tomaz cita registros administrativos que remontam a 1975. O jogador também questiona a rapidez da transferência dos direitos para a empresa do advogado.
Pedido ao STF amplia os desdobramentos judiciais
Os deputados federais Rogério Correia (PT-MG) e Pedro Uczai (PT-SC) pediram ao Supremo Tribunal Federal (STF) que suspenda a transferência dos direitos de ocupação. A solicitação aponta possíveis irregularidades no procedimento conduzido pela Secretaria do Patrimônio da União (SPU).
Na petição, os parlamentares pedem esclarecimentos sobre a origem dos recursos usados na operação, a participação das empresas envolvidas e uma eventual influência política no processo. Também solicitam que Richarlison e outras pessoas relacionadas à negociação sejam ouvidos.
O pedido apresentado ao STF não define a titularidade dos direitos de ocupação nem representa uma decisão definitiva sobre as questões levantadas. A controvérsia permanece ligada às versões divergentes sobre a aquisição e a transferência desses direitos.


