A deputada estadual Marina do MST (PT-RJ) propôs, em 22 de outubro de 2026, ocupar a Ilha Comprida, em Angra dos Reis, para reivindicar a destinação pública da área. A iniciativa prevê criar no local um centro de formação e capacitação para jovens da região.
A proposta surge em meio a uma disputa judicial envolvendo o atacante Richarlison e o advogado Willer Tomaz, amigo do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pela área em Angra dos Reis. Flávio Bolsonaro nega envolvimento na negociação, enquanto Tomaz contesta a versão apresentada pelo jogador.
Marina apresentou a ideia durante um ato estudantil em apoio à reeleição do presidente Lula (PT), realizado na cidade da Costa Verde fluminense. O projeto mira jovens de povos tradicionais da região e prevê parceria com a Universidade Federal Fluminense (UFF).

O caso também envolve a situação de áreas pertencentes à União e os direitos de ocupação na Ilha Comprida. A controvérsia não diz respeito à propriedade privada de toda a ilha, mas inclui terreno sob domínio federal e faixa de marinha.
Marina propõe centro de formação para jovens na Ilha Comprida
Ao apresentar a proposta, Marina do MST defendeu que a ocupação da Ilha Comprida seja construída coletivamente, com diálogo com a população e pressão sobre o governo federal. A deputada afirmou que a área deve receber uma destinação voltada ao interesse público.
Segundo Marina, a iniciativa também responderia à falta de espaços para que os povos tradicionais da Costa Verde fortaleçam sua cultura e seus conhecimentos. A proposta associa a ocupação a uma função social para o território.
A parlamentar argumentou que a área tem potencial para atender à população, em vez de permanecer no centro de interesses privados. O projeto prevê a participação da Universidade Federal Fluminense (UFF) na formação de jovens da região.
Disputa judicial envolve Richarlison, Willer Tomaz e direitos de ocupação
A Ilha Comprida abriga uma mansão de luxo com 11 suítes, piscina, quadra de tênis, heliponto e acesso a praias e a uma cachoeira. O imóvel ganhou repercussão após Richarlison dizer que investiu cerca de R$ 10 milhões na aquisição, em 2020, e que perdeu os direitos sobre o local depois.
Depois de recusar uma oferta de compra do imóvel, o atacante acusou Flávio Bolsonaro e Willer Tomaz de terem se beneficiado de uma manobra judicial para assumir a posse. Flávio nega participação na negociação, enquanto Tomaz contesta a versão do jogador.
Tomaz afirma que sua empresa adquiriu regularmente os direitos de ocupação da área. A empresa obteve decisões judiciais favoráveis, inclusive no Superior Tribunal de Justiça (STJ), em uma controvérsia que envolve direitos de ocupação em terreno da União e faixa de marinha.


