Richarlison obtém decisão favorável em disputa por ilha

Richarlison obteve uma decisão favorável na disputa pela Ilha Comprida, em Angra dos Reis, após a Justiça do Distrito Federal rejeitar um pedido urgente contra o jogador. A medida foi analisada em uma ação movida pela empresa WT Administração de Imóveis e Bens S/A e pelo advogado Willer Tomaz.

Segundo a apuração jornalística citada na referência, o processo foi motivado por publicações em que Richarlison dizia que a ilha havia sido “tomada”. Os autores pediram que o atleta apagasse os conteúdos e não voltasse a falar sobre o caso.

A decisão foi tomada pelo juiz Giordano Resende Costa, da 4ª Vara Cível de Brasília, e a notícia foi publicada em 29 de outubro de 2026. O processo envolve manifestações do jogador sobre uma disputa por uma ilha localizada no litoral do Rio de Janeiro.

A rejeição do pedido urgente não encerrou a ação contra Richarlison. Os pedidos de indenização e de esclarecimento público ainda serão analisados, enquanto o processo segue para as próximas etapas.

Por que a Justiça do DF negou o pedido urgente

Ao analisar o pedido, o juiz Giordano Resende Costa, da 4ª Vara Cível de Brasília, concluiu que não estavam comprovados os requisitos para conceder a tutela de urgência. Um dos motivos foi a ausência de publicações disponíveis para remoção.

De acordo com o relato dos autores, parte do conteúdo havia sido publicada nos stories de Richarlison, formato que desaparece automaticamente após 24 horas. Um comentário do jogador em uma publicação de terceiro também já havia sido apagado pela titular do perfil.



O magistrado avaliou ainda que impedir antecipadamente novas manifestações do atleta sobre a disputa de Richarlison por ilha em Angra dos Reis poderia representar censura prévia. A decisão considerou que a Constituição Federal assegura a liberdade de expressão.

A negativa não impede que Richarlison seja responsabilizado posteriormente por eventuais excessos, conforme a decisão. Se forem identificadas manifestações ilícitas, a Justiça poderá ordenar a retirada do conteúdo e aplicar as sanções cabíveis.

Pedidos contra Richarlison e andamento do processo

Além de solicitar a remoção das publicações e a proibição de novas declarações, os autores pedem R$ 200 mil por danos morais. Também requerem que o jogador publique um esclarecimento em suas redes sociais, pontos que ainda serão examinados no processo.

Após a decisão contrária ao pedido urgente, o advogado Willer Tomaz apresentou novas solicitações à Justiça do Distrito Federal. Os requerimentos foram acompanhados de capturas de tela e incluem pedidos de retirada de conteúdo e de responsabilização do atleta.

O processo principal continua sem decisão definitiva sobre a indenização e o esclarecimento público. A próxima etapa indicada é a citação de Richarlison, que deverá ser feita por carta precatória encaminhada à Justiça do Rio de Janeiro.

A citação servirá para comunicar oficialmente o jogador sobre a ação e permitir que apresente sua defesa. Até que esses pedidos sejam analisados, a decisão já tomada se limita à recusa de uma ordem urgente para apagar conteúdos ou impedir novas manifestações.



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