A Justiça do Distrito Federal negou pedido para obrigar Richarlison a apagar publicações sobre a disputa por uma ilha em Angra dos Reis. A decisão manteve o conteúdo nas redes sociais do atacante.
O caso envolve a Ilha Comprida e acusações feitas por Richarlison contra o advogado Willer Tomaz e o senador Flávio Bolsonaro. O jogador afirma que a posse da propriedade foi assumida sem o pagamento previsto.
A solicitação foi apresentada por Tomaz e pela empresa WT Administração de Imóveis e Bens à 4ª Vara Cível de Brasília, onde atua o juiz Giordano Resende Costa. A propriedade fica no litoral do Rio de Janeiro.

A decisão analisou a tentativa de retirar as postagens, que tratam da disputa pela ilha e das alegações sobre posse e pagamento. O pedido liminar foi rejeitado, e o conteúdo permaneceu nas redes sociais de Richarlison.
Justiça do DF rejeita pedido para apagar publicações
Na ação, a defesa de Willer Tomaz sustentou que as publicações de Richarlison configuravam uma infração excessiva e difamação injustificada. O pedido buscava retirar das redes sociais do atacante o conteúdo relacionado à disputa por ilha em Angra.
Ao analisar a liminar, o juiz Giordano Resende Costa rejeitou a justificativa apresentada pela defesa. A decisão reconheceu que Richarlison poderia manter as postagens nas plataformas digitais.
O caso foi examinado pela 4ª Vara Cível de Brasília, que avaliou especificamente a solicitação de remoção do material. O conteúdo publicado pelo jogador reúne alegações sobre o impasse envolvendo a propriedade na Ilha Comprida.
Disputa pela Ilha Comprida e acusações de Richarlison
Richarlison afirma que comprou o imóvel em outubro de 2020 e que o negócio foi validado posteriormente pela Justiça do Rio de Janeiro. O atacante acusa Tomaz e o senador Flávio Bolsonaro de assumirem a posse sem o pagamento previsto no contrato.
Em uma publicação no Instagram, o jogador apresentou documentos, decisões judiciais e contratos relacionados à disputa. Também divulgou capturas de tela de conversas com Flávio Bolsonaro nas quais pedia o ressarcimento dos valores aplicados.
Segundo Richarlison, a solicitação de regularização ficou sem andamento na Secretaria do Patrimônio da União (SPU) por dez meses. Ele também alegou que o grupo adversário reativou uma empresa inativa para tentar recuperar o domínio da área.


