Denúncia de Richarlison sobre roubo
Richarlison, atacante do Tottenham e da Seleção Brasileira, trouxe à tona novamente a controversa disputa pela posse de uma mansão na Ilha Comprida, localizada em Angra dos Reis, Rio de Janeiro. Em um vídeo recente publicado em suas redes sociais, o jogador afirmou que Flávio Bolsonaro, senador e candidato à presidência, supostamente tomou o imóvel de forma irregular, descrevendo o ato como um “roubo na mão grande”. Richarlison exigiu que a Polícia Federal investigue a situação, ressaltando seu descontentamento e o fato de que ele não recebeu qualquer compensação pelo que considera uma apropriação ilícita.
Atualmente, a mansão está sob a posse do advogado Willer Tomaz, que é amigo de Flávio Bolsonaro, após um processo judicial encerrado no ano anterior. Richarlison afirmou ter investido cerca de R$ 10 milhões na compra do imóvel durante a pandemia, em parceria com Alencar da Silveira Júnior, ex-presidente do América-MG, e Renato Velasco, que já foi seu empresário. Apesar de ter recebido propostas, inclusive uma de Flávio Bolsonaro, ele optou por não vender a propriedade.
Histórico da disputa pela mansão
A relação de Richarlison com o imóvel é marcada por um embate judicial que dura anos. O atleta relatou que, ao não querer vender a mansão, acabou perdendo o controle sobre ela. Em suas palavras, a Justiça falhou ao permitir que Flávio Bolsonaro e Willer Tomaz conseguissem a posse da ilha em apenas 24 horas, enquanto a questão referente à documentação da propriedade já estava sendo discutida há tempos. Ele enfatizou que investiu uma quantia substancial no local e se sente lesado pelo que considera uma manobra judicial.

O processo envolvendo a mansão foi complexo, envolvendo a empresa Sport 70 Intermediação de Negócios, dirigida por Renato Velasco, e a RR7011 Brasil Participações e Empreendimentos, formada por Richarlison e seu pai, Antonio Andrade. Depois de anos de disputas no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, que chegaram a ser analisadas pelo STJ, a Sport 70 e Velasco encerraram sua participação no processo em agosto do ano passado, após uma decisão desfavorável.
Posição de Flávio Bolsonaro
Flávio Bolsonaro, por sua vez, se posicionou como testemunha no caso, alegando não estar diretamente relacionado ao litígio sobre o imóvel. Em 2021, ele chegou a visitar a mansão junto com Willer Tomaz, quando, segundo Richarlison, foi informado de que a propriedade tinha sido vendida para a empresa do jogador. A assessoria do senador negou participar da aquisição do imóvel, classificando as alegações como infundadas e motivadas por questões eleitorais.
Richarlison também afirmou em seu relato que, na hipótese de recuperar o capital investido na mansão, pretende destinar parte do valor a um hospital na cidade de Nova Venécia, Espírito Santo, onde nasceu. Sua intenção é ajudar a instituição de saúde local, ressaltando um compromisso com sua comunidade natal.
Os desdobramentos desse caso continuam gerando repercussão nas redes sociais e na mídia, com tantos envolvidos e as implicações sobre o patrimônio do jogador e a imagem pública de Flávio Bolsonaro.


