A indisponibilidade da Ilha Comprida, em Angra dos Reis, foi determinada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. A medida envolve uma propriedade disputada pelo jogador Richarlison e por Flávio Bolsonaro (PL).
Segundo a reportagem, a ilha está registrada em nome do advogado Willer Tomaz, amigo de Flávio. Tomaz e o senador são investigados em um inquérito no STF sobre suspeita de lavagem de dinheiro por meio de plataformas de apostas online.
Richarlison afirma que comprou a propriedade durante a pandemia e relata que Flávio tentou adquiri-la. A notícia foi publicada em 3 de novembro de 2026, com informações sobre a disputa e a decisão judicial.

O caso reúne a restrição patrimonial determinada por Moraes, a investigação envolvendo Tomaz e Flávio e as alegações do jogador sobre a posse da ilha. A reportagem também informa quando a indisponibilidade foi registrada e averbada.
Medida de indisponibilidade e investigação no STF
A restrição patrimonial foi incluída na Central Nacional de Indisponibilidade de Bens (CNIB) em 26 de outubro. Dois dias depois, em 28 de outubro, a medida foi averbada pelo cartório de registros de Angra dos Reis.
Conforme a reportagem, a decisão de Alexandre de Moraes integra as providências adotadas contra Willer Tomaz, que também está foragido nos Estados Unidos. A indisponibilidade da Ilha Comprida impede a livre disposição do bem enquanto a restrição estiver registrada.
Entre os dados citados no inquérito está a informação de que Tomaz teria apostado R$ 5 bilhões em uma única plataforma de apostas. O valor é apresentado como parte das apurações sobre suspeita de lavagem de dinheiro.
Disputa pela Ilha Comprida e versão de Richarlison
Richarlison afirma que gastou R$ 10 milhões com a propriedade desde que a comprou, durante a pandemia. O jogador vem relatando publicamente a disputa pela Ilha Comprida.
Segundo a versão apresentada pelo atleta, Flávio Bolsonaro tentou comprar a ilha e, após a recusa, teria obtido a posse junto com Willer Tomaz “na mão grande”. A afirmação é uma alegação de Richarlison, conforme relatado na reportagem.
A disputa envolve, assim, a reivindicação do jogador e o registro da propriedade em nome do advogado. A decisão de indisponibilidade determinada por Moraes foi registrada em outubro, enquanto Richarlison contesta a forma como Flávio e Tomaz teriam passado a deter a posse.


