A disputa pela Ilha Comprida ganhou novo capítulo em 27 de outubro de 2026, quando Richarlison ironizou a saída de Flávio Bolsonaro do Brasil em direção aos Estados Unidos. O jogador publicou nas redes sociais a frase: “Então não tem ninguém na ilha, né?”.
Na publicação, Richarlison incluiu imagens geradas por inteligência artificial que o mostram chegando à ilha e fazendo um churrasco com amigos. As imagens trazem uma placa com os dizeres Ilha do Richarlison.
O conflito envolve o jogador, o senador Flávio Bolsonaro e o advogado Willer Tomaz e diz respeito à posse de uma área na Ilha Comprida, em Angra dos Reis, no Rio de Janeiro. Richarlison afirma ter investido R$ 10 milhões na propriedade e acusa os dois de tomarem posse do local.

A disputa também será incluída pela Polícia Federal (PF) no inquérito que apura as relações entre Flávio e Tomaz. O advogado nega as acusações do jogador, enquanto a saída do senador para os Estados Unidos com a família foi informada por aliados e confirmada por autoridades americanas à Reuters.
Publicação de Richarlison retoma disputa pela Ilha Comprida
O empresário Oswaldo Botrel, agente de Richarlison, afirmou que o jogador comprou a área dos primeiros posseiros e dos proprietários originais do terreno. A versão foi apresentada em meio ao conflito sobre a posse da Ilha Comprida, em Angra dos Reis.
Willer Tomaz contestou essa alegação e disse que Richarlison teria adquirido a propriedade de pessoas sem direito de vendê-la. O advogado declarou que a compra realizada por sua empresa foi regular.
Para sustentar a regularidade da aquisição, Tomaz citou uma escritura pública, o registro em cartório e documentos da Secretaria do Patrimônio da União (SPU). Já Richarlison afirmou que se recusou a vender a ilha e acusou Flávio Bolsonaro e o advogado de obterem a posse em 24 horas, sem pagamento.
Acusações sobre a posse e saída de Flávio para os Estados Unidos
Segundo a apuração, Flávio Bolsonaro chegou aos Estados Unidos acompanhado da mulher e das filhas. Fontes ligadas ao governo americano confirmaram a informação sobre a chegada da família.
A Polícia Federal (PF) havia solicitado que o senador entregasse os passaportes, conforme determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A ordem estabelecia prazo de 24 horas para a entrega dos documentos.
Além da entrega dos passaportes, Moraes proibiu Flávio de deixar o Brasil e de manter contato com Willer Tomaz. A saída do senador para os Estados Unidos foi informada por aliados e confirmada por autoridades americanas à Reuters.


