O advogado Willer Tomaz afirma ter comprado em 2022 a mansão na Ilha Comprida, em Angra dos Reis (RJ), que disputa judicialmente com o jogador Richarlison.
A controvérsia envolve versões diferentes sobre a aquisição e a titularidade do imóvel. Em 21 de outubro de 2026, Richarlison publicou nas redes sociais trechos de documentos relacionados à compra.
Tomaz é investigado pela Polícia Federal (PF) por suspeitas de lavagem de dinheiro. Richarlison, atacante do Tottenham, na Inglaterra, afirma ter investido na propriedade em 2020.

O caso reúne registros da negociação e alegações sobre a posse da mansão. Richarlison atribuiu a perda do imóvel a uma manobra judicial envolvendo Tomaz e Flávio Bolsonaro, que negam a acusação.
Escritura registra pagamento e compra por empresa de Willer
Na escritura pública, o valor registrado para a venda foi de R$ 600 mil, pagos por transferência eletrônica. A aquisição foi feita pela WT Administração de Imóveis e Bens S/A, empresa de Willer Tomaz.
Tomaz afirmou à reportagem que desembolsou R$ 3,6 milhões no negócio. Segundo ele, cerca de R$ 3 milhões desse total foram destinados a quitar impostos atrasados do imóvel, que, de acordo com o advogado, estavam pendentes havia mais de dez anos.
A Prefeitura de Angra dos Reis avaliou a propriedade em R$ 2,6 milhões na época da negociação, conforme consta na escritura. O imóvel fica na Ilha Comprida, no 2º Distrito do município, e inclui terreno de 1.435,50 m² e uma mansão com área construída de 140 m².
A descrição registral também informa que o terreno tem 43,50 metros de frente para a rua e inclui parte de domínio direto e parte de domínio útil em faixa de marinha. A venda foi negociada com Donato Capabianco Galvez, que podia agir isoladamente em nome da M. Locadora de Veículos e Transportes Turísticos Limitada; ele não respondeu à tentativa de contato da reportagem.
Versões de Willer e Richarlison sobre a posse da mansão
Richarlison afirma ter investido R$ 10 milhões para adquirir a propriedade em 2020. O atacante relatou que recebeu ofertas pelo imóvel, entre elas uma de Flávio Bolsonaro, mas disse que não aceitou vendê-lo.
O jogador atribuiu a perda da mansão a uma manobra judicial envolvendo Tomaz e Flávio Bolsonaro. O advogado e o político negam essa acusação, que está no centro da disputa pela mansão em Angra.
Em publicação nas redes sociais, Willer Tomaz acusou Richarlison de ter comprado o imóvel de invasores e contestou a legitimidade dos documentos usados pelo atleta. Segundo o advogado, o contrato indicaria que o vendedor se declarava possuidor, e não proprietário.
Tomaz também afirmou que os documentos apresentados por ele comprovam que é o comprador legal da mansão. As declarações dos dois lados divergem sobre a aquisição e a titularidade do imóvel.


